AUTORIDADES CHINESAS ORDENARAM REMOÇÃO DE CRUZES EM IGREJAS PARA USO DE FOTOGRAFIAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O cenário da liberdade religiosa na China enfrenta um dos períodos mais restritivos das últimas décadas. Sob a diretriz da “sinalização”, o governo central intensificou medidas que visam integrar a prática religiosa à estrutura política do Partido Comunista Chinês (PCC).
Entre as acções documentadas, destacam-se a remoção sistemática de cruzes da fachada de igrejas e a substituição de imagens de Cristo por retratos oficiais do Presidente Xi Jinping.
De acordo com o mais recente relatório da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e dados da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), a imposição de imagens de líderes políticos em locais de culto não é um incidente isolado, mas uma política de Estado.
Além das imagens, as igrejas são obrigadas a exibir cartazes com slogans socialistas e a bandeira nacional em posições de destaque, muitas vezes acima dos símbolos de fé.
A campanha de remoção de cruzes, que teve um pico entre 2014 e 2019, continua a ser aplicada de forma estratégica. Actualmente, a repressão evoluiu, é ilegal a entrada de jovens menores de 18 anos em locais de culto, sob o argumento de proteger a educação secular do Estado, para um modelo de monitoramento tecnológico, onde câmeras de Reconhecimento Facial estão a ser instaladas directamente sobre os altares e púlpitos para monitorar sermões e identificar frequentadores.
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